Sabbat Mabon - O tempo da colheita interior
- Sandra Person

- 20 de mar.
- 2 min de leitura

Olá querida Alma Sensível !
Hoje dia 20/03/2026 vou falar um pouco sobre o Equinócio de Outono , que marca um dos momentos mais simbólicos da Roda do Ano.
É quando o dia e a noite possuem a mesma duração, revelando um instante de perfeito equilíbrio entre luz e escuridão. A partir desse ponto, as noites tornam-se mais longas, convidando-nos ao recolhimento, à introspecção e à contemplação daquilo que foi vivido.
Dentro das tradições pagãs e da espiritualidade da natureza, este período é celebrado como Mabon, um sabbat que honra a segunda colheita — não apenas a da terra, mas também a colheita das experiências, aprendizados e transformações pessoais.
O nome Mabon está associado a antigas tradições celtas, embora sua origem moderna tenha sido resgatada por movimentos neopagãos. Ainda assim, o espírito dessa celebração é muito mais antigo. Povos agrícolas da Europa, como os celtas, os saxões e outras culturas pré-cristãs, já celebravam festivais de colheita nessa época do ano. Eles agradeciam pela abundância recebida, reconhecendo que a natureza começa, lentamente, a se recolher para o inverno.
Para esses povos, esse era um tempo sagrado de gratidão e também de consciência: tudo aquilo que foi plantado ao longo do ano agora se revela. Era momento de celebrar, mas também de refletir sobre excessos, desperdícios e escolhas — uma preparação espiritual para os meses mais introspectivos que viriam.
Mabon, portanto, carrega uma energia de equilíbrio e justiça. Ele nos lembra que a vida é feita de ciclos e que, assim como a natureza, nós também precisamos aprender a soltar, a encerrar processos e a confiar nos períodos de pausa.
Nos dias de hoje, essa celebração vem sendo resgatada por pessoas que buscam uma conexão mais profunda com os ciclos naturais e com sua própria essência. O sabbat pode ser vivenciado de diversas formas: através de rituais simples, meditações, práticas de gratidão, organização da vida material ou até mesmo momentos de silêncio e contemplação.
Muitos escolhem montar pequenos altares com elementos da estação — folhas secas, sementes, frutas, velas em tons terrosos — como forma de honrar a energia da Terra. Outros dedicam esse período para refletir sobre suas conquistas, reconhecer seus aprendizados e liberar aquilo que já não faz mais sentido carregar.
Mais do que uma celebração externa, Mabon é um convite interno.
Um chamado para reconhecer sua própria colheita.
Para agradecer pelo que floresceu, compreender o que não prosperou e, acima de tudo, encontrar equilíbrio dentro de si.
Assim como o dia e a noite se igualam, este é o momento de harmonizar razão e emoção, ação e descanso, luz e sombra.
Porque é nesse equilíbrio que mora a verdadeira sabedoria.



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